As Vidas Negras que Não Importam: 50 Cristãos Assassinados em suas Igrejas - OLHAR CONSERVADOR

sexta-feira, 24 de junho de 2022

As Vidas Negras que Não Importam: 50 Cristãos Assassinados em suas Igrejas

No último domingo, terroristas islâmicos massacraram mais de 50 cristãos na Igreja Católica de São Francisco no Estado de Ondo, Nigéria, que rezavam pacificamente. Através dos anos, os muçulmanos atacaram, alvejaram ou incendiaram inúmeras igrejas na Nigéria. Cadê a indignação? Cadê as "hashtags" em apoio aos nigerianos cristãos? Por que essas vidas negras não importam? Foto: manchas de sangue no chão da Igreja Católica de São Francisco, em 5 de junho de 2022. (Foto: AFP via Getty Images)



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No último domingo, 5 de junho de 2022, terroristas islâmicos invadiram a Igreja Católica de São Francisco no Estado de Ondo, Nigéria, e massacraram mais de 50 cristãos que rezavam pacificamente. Vídeos, de acordo com um relato, "mostravam fiéis deitados em poças de sangue e as pessoas ao redor em prantos".

Por mais aterrador que este massacre possa parecer, ele representa apenas o conhecido chavão "ponta do iceberg": através dos anos, os muçulmanos atacaram, alvejaram ou incendiaram inúmeras igrejas na Nigéria. Abaixo estão apenas três exemplos:

  • Domingo de Páscoa , 20 de abril de 2014: terroristas islâmicos incendiaram uma igreja lotada, 150 cristãos foram mortos e um sem-número ficaram feridos.
  • Domingo de Páscoa 8 de abril de 2012: explosivos plantados por muçulmanos detonaram perto de duas igrejas lotadas, mais de 50 cristãos foram mortos e não se sabe ao certo quantos ficaram feridos.
  • Dia de Natal , 25 de dezembro de 2011: terroristas muçulmanos alvejaram e detonaram bombas em três igrejas, 37 cristãos foram mortos e 57 ficaram feridos.

Os cristãos da Nigéria estão, de fato, sendo erradicados num genocídio de acordo com inúmeras ONGs, para visualizar alguns exemplos, clique (aqui e aqui). Um cristão é morto a cada duas horas na Nigéria. Segundo um levantamento de agosto de 2021, desde que começou a insurgência islâmica de forma mais diligente em julho de 2009, primeiro nas mãos da organização terrorista islâmica Boko Haram e na sequência por pastores muçulmanos Fulani, também motivados pela ideologia jihadista, que os impele a se assenhorarem da terra cristã ("infiel"), mais de 60 mil cristãos foram assassinados ou sequestrados durante ataques e nunca mais foram vistos. Naquela época, aproximadamente 20 mil igrejas e escolas cristãs foram incendiadas e destruídas por muçulmanos aos berros "Allahu Akbar" ("Alá é o maior").

Na Nigéria, há menos de um mês, o Estado Islâmico divulgou um vídeo no qual seus membros massacram 20 cristãos. Embora lembre muito o vídeo de 2015 de outro bando de terroristas muçulmanos que também massacram 21 cristãos coptas na Líbia, o mais recente recebeu significativamente menos cobertura da mídia. O vídeo de 2015 dos coptas havia recebido seis vezes menos cobertura da mídia do que o abate de um gorila ocorrido na mesma época. O vídeo do mês passado dos cristãos nigerianos mal deu um pio na mídia ocidental, como se o ritual massacre de cristãos fosse algo tão banal a ponto de sequer merecer uma reportagem.

Cadê a indignação? Quando o australiano Brenton Tarrant, atacou duas mesquitas e matou 51 muçulmanos em 2019 na Nova Zelândia, o mundo caiu matando, o corre-corre angustiante não parou desde então. As Nações Unidas responderam a este isolado e aberrante ataque estabelecendo uma iniciativa para "combater a islamofobia". Cadê, após anos e décadas de ataques, as iniciativas da ONU para "combater o antissemitismo" e "combater o genocídio cristão"?

Ao que tudo indica, a ONU só está interessada em assistir de camarote, vendo seus membros violarem suas próprias regulamentações. As ameaças genocidasdo Irã, que violam a Carta da ONU, são motivos para expulsá-lo do órgão. A ONU dá os ombros a crimes hediondos cometidos contra a humanidade, como a escravidão, para visualizar clique (aqui e aqui) ou as mentiras da China sobre a transmissibilidade entre humanos do COVID-19, ao mesmo tempo, apadrinhando, perseguir injustamente Israel, uma democracia que realmente defende os direitos humanos de todos os seus cidadãos, sejam eles muçulmanos, judeus ou cristãos.

Dito isto, o que a ONU e outros grandes órgãos governamentais irão fazer agora em face ao tiroteio contra mais uma igreja e à chacina de mais de 50 cristãos? Provavelmente nada, além de tentar silenciar quem tenta expor a ideologia que muitos dos assassinos dizem ser a propulsora para tanto (para visualizar clique aqui e aqui).. Sabemos disso porque a ONU e muitos membros do clero não fizeram absolutamente nada diante dos inúmeros outros ataques de muçulmanos a igrejas que custaram milhares de vidas cristãs ao longo dos anos, exceto procurarem encobrir a motivação dos assassinos, como estavam "drogados com maconha" ou sofriam de "doenças mentais."

Com efeito, há apenas duas semanas, quando parlamentares do Parlamento Europeu, um dos órgãos legislativos da União Europeia, apresentaram uma proposta para debater a crescente onda de perseguição cristã ao redor do mundo, ironicamente, no contexto da então mais recente atrocidade na Nigéria: a estudante cristã Deborah Samuel que foi apedrejada e morreu queimada viva, a maioria do Parlamento Europeu, que na maior parte são filiados a partidos de esquerda, se recusou ou a conversar sobre o assunto.

Ignorar o assassinato de cristãos é, obviamente, só uma peça do quebra-cabeça, ocultar a identidade religiosa dos assassinos é a outra. Ao retratar o massacre de mais de 50 cristãos no último domingo, as palavras "muçulmano", "Islã" ou até mesmo "islamista" jamais apareceram na reportagem da AP. Em vez disso, somos informados que "não ficou claro no ato quem estava por trás do ataque à igreja". Para manter a ambiguidade, a AP omite apontar que os terroristas islâmicos rotineiramente invadiram igrejas e massacraram muitos cristãos ao longo dos anos na Nigéria, fato este que pode dar uma dica sobre "quem estava por trás do ataque". Contudo, dissimular o que está acontecendo com os cristãos na Nigéria é uma velha tática da "grande mídia".

Basta pensar nas palavras de Johnnie Carson, Secretário de Estado Adjunto dos EUA para Assuntos Africanos do Presidente Barack Obama. Ao discursar depois que terroristas muçulmanos massacraram na Nigéria mais de 50 fiéis em igrejas cristãs no Domingo de Páscoa de 2012, Carson disse: "quero aproveitar a oportunidade para enfatizar um ponto-chave, a religião não está alentando a violência extremista (na Nigéria)". Na realidade, a "desigualdade" e a "pobreza" citando o ex-presidente Bill Clinton, é "que estão alimentando todas essas coisas" ("essas coisas", querendo dizer o massacre de cristãos nas mãos de muçulmanos). Uma década e inúmeros cadáveres cristãos depois, os EUA não mudaram seu posicionamento.

Pior do que isso, a resposta do governo Biden ao ataque sangrento de jihadistas contra os cristãos na Nigéria, onde 13 cristãos são chacinados todo santo dia, foi remover a Nigéria da lista de países de particular preocupação do Departamento de Estado: nações que praticam ou toleram violações da liberdade religiosa.

Cadê a indignação? Cadê as "hashtags" em apoio aos nigerianos cristãos? Por que essas vidas negras não importam?

Raymond Ibrahim, autor do novo livro, Defenders of the West: The Christian Heroes Who Stood Against Islam, é Ilustre Senior Fellow do Gatestone Institute, Shillman Fellow do David Horowitz Freedom Center e Judith Rosen Friedman Fellow do Middle East Forum.

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