ATÉ QUANDO? - OLHAR CONSERVADOR

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

ATÉ QUANDO?

A principal causa dos nossos problemas é não sabermos como nos expressar...  - Psiconlinews



por Delmo Fonseca


Sim, chegamos ao tempo profetizado por Chesterton... “O dia em que teríamos que provar ao mundo que a grama é verde” (grifo nosso). É dramático perceber que as novas gerações estão se convencendo de que a verdade é por demais opressora, principalmente se corroborada por fatos. Afinal, para onde estamos caminhando? 


De tempos em tempos o mundo experimenta uma hecatombe política, termo que melhor define as grandes crises mundiais. Na antiguidade, os gregos o empregavam para designar a matança de cem bois, para comemorar as vitórias das grandes batalhas. No nosso caso, em particular os conservadores, não temos o que comemorar. 


Se tomarmos como premissa que o "bonde da história" encontra-se atualmente nas mãos de globalistas, teremos pela frente mais batalhas, pois eles planejam nos confinar num único vagão desprovido de direitos naturais, tais como o direito à liberdade, à vida e à propriedade.  Há um ensaio geral, ou global, cuja finalidade consiste em moldar as consciências  com uma nova cosmovisão. Essa “realidade" pretende estabelecer que o indivíduo só poderá dizer que a grama é verde se o mecanismo assim o determinar. Caso contrário segue-se a punição.  Temos inúmeros exemplos desta prática. Deparamo-nos todos os dias com situações em que usuários são sumariamente banidos das redes sociais (vide Donald Trump).


 Não se pode dizer que a grama é verde num ambiente que sequer admite esse vocábulo. Se no início o do período moderno  o filósofo Thomas More (1478-1535), por meio de sua obra “Utopia”, vislumbrou uma uma república imaginária, uma sociedade ideal  governada pela razão, a pós-modernidade empurra o ser humano para o pântano da subjetividade onde a  emoção é a bola da vez. A prova é que nesta pandemia todos os jornalistas, profissionais de saúde e cientistas que ousaram dizer que a grama é verde tiveram seus direitos cassados. Os poucos progressistas que tentaram tal façanha racional foram "cancelados" por seus pares.


Ao contrário do vislumbre de More, o que se ensaia é o estabelecimento de uma sociedade distópica, aos moldes de "1984", de George Orwell ou "Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley. Aliás, antes mesmo desses autores figurarem como exemplos clássicos, o termo “distopia" fora pensado por John Stuart Mill, em 1868, com a finalidade de inverter os valores do “não lugar” fantasiado por More. 


Em “1984”, publicado em 1949, Orwell apresenta um Estado totalitário, que por meio do Grande Irmão, torna-se extremamente vigilante e opressor. Qualquer indivíduo que tecer críticas ao regime comete um crime de ideia ou “crimideia” na concepção da novilíngua, segundo a qual “Guerra é Paz; Liberdade é Escravidão; Ignorância é Força”. Some-se a isso o "Ministério da Verdade", cuja função é alterar dados para que toda a história, comunicado e documento estejam de acordo com as ideias do único partido. 


Em "Admirável Mundo Novo”(1932), Huxley narra a história de uma sociedade em que todos passam por um pré-condicionamento biológico e psicológico a fim de viverem em harmonia com as normas sociais e o sistema de castas. O objetivo final é o controle, mesmo que para isso seja necessário um processo de lavagem cerebral com o propósito de eliminar qualquer traço de individualidade ou consciência crítica. 


Posto isso, não é de se admirar que o “mundo novo” bate à porta. No Brasil, especificamente, têm-se deputado, presidente de partido e jornalista presos por "crime de opinião”; usuários banidos das redes sociais; médicos processados por defenderem tratamentos preventivos; empresas de comunicação investigadas por seguirem na contramão das narrativas da velha mídia; manifestações genuínas taxadas como antidemocráticas; fraudes tratadas como provas legítimas. 


Como se não bastasse  foram criadas novas castas, a dos vacinados e não-vacinados, sendo a primeira portadora de concessões. Aos resistentes tem-se aplicado o rigor da lei. E quem são os que bravamente lutam contra essa protoditadura  global, uma vez que tais fenômenos se dão em toda parte? Os que não se dobram ante seus algozes, pois estarão sempre dispostos a provar que a grama é verde. 


Até quando? 



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