CALMA, AS INSTITUIÇÕES ESTÃO FUNCIONANDO! - OLHAR CONSERVADOR

quinta-feira, 11 de março de 2021

CALMA, AS INSTITUIÇÕES ESTÃO FUNCIONANDO!

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por Delmo Fonseca



Nada mais diabólico do que a expressão “as instituições estão funcionando normalmente”. Em outro artigo intitulado “Precisamos falar sobre a ideologia luciferiana”, pude discorrer sobre o modus vivendi dos que adotam as trevas em detrimento da luz.  Uma vez admitida a existência dessa ideologia, faz-se necessário compreender seu modus operandi e separá-la da mera especulação. Ignorar os efeitos de uma ideologia corresponde à negação dos sintomas de uma patogenia, supondo assim, alterar a realidade dos fatos. Ao final se constata sua impossibilidade. 


Desde tempos imemoriais, a ação dos  partidários das sombras se deu por meio do desvio das verdadeiras finalidades das instituições. A considerar o verbete  "instituições sociais”  da Enciclopédia de Filosofia de Stanford, estas “são estruturas ou mecanismos de ordem social, que regulam o comportamento de um conjunto de indivíduos dentro de uma determinada comunidade. Instituições são identificadas com uma função social, que transcende os indivíduos e as intenções mediando as regras que governam o comportamento vivo”.  Dentre os diversos tipos de instituições se destacam a família, igrejas, órgãos públicos, partidos políticos, escolas, universidades e associações. Sendo assim, comandar uma instituição consiste em zelar para que esta cumpra sua função. Por esta razão,    o cientista político norte-americano Samuel Huntington, define as instituições como "padrões de comportamento recorrentes, valorizados e estáveis”. 


Na contramão do entendimento de Huntington, os ideólogos luciferianos fazem das instituições a força-motriz da instabilidade. Um exemplo típico desse modus operandi diz respeito aos órgãos públicos brasileiros, a começar pelo STF.  Sobre esta instituição, o  Art. 102 da CF/88 afirma:  "Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição”. Embora a Carta Magna assegure à Suprema Corte "a singular prerrogativa de dispor do monopólio da última palavra em tema de exegese das normas inscritas no texto da Lei Fundamental”, o que temos assistido  é um flagrante desvio de finalidade. A última palavra em tema de exegese das normas constitucionais se transformou em a “palavra final” sobre todos os temas. Atualmente o STF delibera sobre qualquer coisa, basta ser provocado. E como num jogo de cartas marcadas, outras instituições, como partidos políticos de esquerda e OAB, por exemplo, tratam de acioná-lo para decidir desde a obrigatoriedade de vacinas a tratamentos precoces. 


Não há como negar que a natureza desviante da ideologia luciferiana se encarnou nas instituições, de modo que questionar suas práticas equivale a um ataque antidemocrático. Aliás, algumas destas instituições têm arrogado para si a razão de ser da democracia. Outro exemplo, desta vez em nível global, diz respeito à OMS. Qualquer crítica pública a esta organização é tomada como heresia, o que justifica uma punição por parte das big techs. Ou seja, todo e qualquer pensamento em desacordo com essa ideologia está fadado ao banimento. 


Por não possuir valor intrínseco, isto é, valor em si mesmo, as instituições dependem de seus dirigentes para alcançar seus fins, que via de regra devem ser o de servir a sociedade e não estar acima dela. No entanto, o desvio de finalidade tem levado as instituições a assumirem a natureza do Leviatã, um mostro marinho citado no livro de Jó: “Poderás pescar o Leviatã com anzol e atar-lhe a língua com uma corda? Serás capaz de passar-lhe um junco pelas narinas, ou perfurar-lhe as mandíbulas com um gancho? (...) A tua esperança seria ilusória, pois somente vê-lo atemoriza. Não se torna cruel quando é provocado? Quem lhe resistirá a frente? Quem ousou desafiá-lo e ficou ileso? Ninguém debaixo do céu” ( Jó 40 25, 25 e Jó 41. 1 – 3). O filósofo Thomas Hobbes (1588-1679), certamente inspirado no personagem bíblico, em sua   obra “O Leviatã”,  descreve um Estado “todo-poderoso”, que recebe a outorga de todos os indivíduos a fim de ser-lhes garantida a paz e a defesa comum. O Leviatã de Hobbes, embora simbólico, não  difere do monstro descrito no livro de Jó, pois quem é "capaz de passar-lhe um junco pelas narinas, ou perfurar-lhe as mandíbulas com um gancho?”.


Esse Estado, por meio de suas instituições, tem se mostrado cada vez mais autoritário. A prova é que, a despeito do combate à pandemia, restrições draconianas são  impostas com único objetivo de demonstração de força. O Estado resolveu definir o que o cidadão pode comprar, por onde deve andar e em que  horário pode transitar. E por que tudo isso é diabólico? Simplesmente porque os partidários das trevas decidiram estabelecer o inferno na Terra e chamá-lo de céu. E o método escolhido foi o de subverter as instituições e submetê-las à dialética negativa da ideologia luciferiana, justificando assim as novas funções desses órgãos sociais. 


O “Leviatã” de Hobbes, que num primeiro momento abrangia o Estado Nacional, empenha-se para se tornar global, logo, mais autoritário e controlador. Aos poucos tem conseguido moldar toda e qualquer instituição com o intuito de lhe servir: famílias, escolas, universidades, legislativos, executivos, judiciários, partidos, associações e grandes corporações.  A última barreira do totalitarismo tem sido a igreja. Contra esta instituição o Leviatã investe toda sua força: incêndio e fechamento de templos, proibição de encontros presenciais, alteração do conteúdo doutrinário, perseguição, tortura e morte. Mas o Leviatã desconhece o ensinamento de Santo Agostinho ao classificar a igreja como um corpus permixtum. O que significa? A igreja é um corpo misto, isto é, a igreja invisível é encontrada substancialmente dentro da igreja visível.  Em outras palavras, dentro dos limites físicos da igreja institucionalizada, visível, há pessoas que são verdadeiramente fiéis a Cristo e jamais se submeterão aos caprichos do Estado. Não importa quão autoritário e perverso este seja, a verdade é que as portas do inferno nunca prevalecerão sobre a igreja invisível, ainda que persiga e oprima a instituição visível. 


O bom funcionamento das instituições não indica que estas estejam cumprindo a função para a qual foram criadas. Por esta razão não devemos transferir para o Estado o controle de nossas liberdades individuais. Não podemos admitir que o Leviatã nos diga o que devemos consumir, dizer e crer. As instituições servem ao Estado, que por sua vez exige a atenção de todos. Os verdadeiros fascistas, que no íntimo rezam “tudo para o Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”, apresentam-se como vestais da democracia, sempre dispostos a salvar as instituições. Fiquemos atentos a estes, pois são os verdadeiros agentes de Satanás.



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