OS ESCRAVOS DA SORDIDEZ - OLHAR CONSERVADOR

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

OS ESCRAVOS DA SORDIDEZ



por Marcia Broccart



O debate está empobrecido. Jornalistas, artistas e políticos engrossam o coro da insanidade política que traz à baila o velho pensamento revolucionário dos iluministas.


Estão de volta com ares pós-modernos. Despojados de preconceitos, libertinos por convicção, são atores do período mais falso da história. Aparentemente descolados, os progressistas não medem esforços para destruir através de golpes, falcatruas e meias verdades. Forjam quase tudo. Está na moda a figura do canalha político, um falsário por natureza.


O canalha condensa ideias imorais, as traveste de boas e joga para a plateia, sem cerimônia e sem culpa. São todos de uma “solidariedade abstrata” por vidas humanas. São os metódicos do caos que visam o poder. Não são livres, mas escravos da sordidez.


O canalha politico sai da elite liberal do Leblon, do empresariado limpinho da Paulista, ou da nata cheirosinha e descolada dos Jardins. Essa gente não gosta de se misturar com os grosseiros seguidores de Bolsonaro, que fala foda-se e ousa mandar os jorn
alistas globais fazerem bom uso de latas de doce em seus traseiros. 


Os “iluminados" tremem só de ouvir a palavra conservador - “aquele homem tarado que vai encher a mulher de filhos, prendê-la numa cozinha e, provavelmente no domingo, a levará a uma igreja para cantar no coro dos irmãos”. Esses falsos virtuosos odeiam os caminhos retos e as verdadeiras virtudes. 


Vivem num mundo de "faz de conta" socialista feito sob medida para enganar pessoas. Aprendem cedo a implantar o medo na sociedade, que aterrorizada obedece e aceita ser submissa. Preocupam-se em difundir uma crença fanática para que o povo, por exemplo, acredite cegamente em mandamentos de um governo. A implementação do binômio medo-crença sempre foi propositalmente criado ao longo da história para atender as decisões de governos totalitários e promoverem o controle dos indivíduos. Foi assim na Alemanha nazista e nos regimes de força da Rússia e da China. Todos os regimes promoveram assassinatos em massa em um povo desarmado e fragilizado pelo medo, pela fome e pelo desemprego.


Outra característica do regime totalitário é que cada membro da sociedade vigia o outro, e ao se deparar com a “desobediência” são instados a delatar e ainda ganham prêmios por isso. Os delatores se lambuzam com rótulos de falsos virtuosos e são convocados a fazerem parte de uma casta especial. Estes se tornam os escravos favoritos do sistema. Os “infratores” podem ser “reeducados” em campos de trabalho, podem ser presos ou até assassinados. Todo esse processo serve à falácia da igualdade. Por isso baixam o nível da Educação, dos talentos individuais e põem a ciência a serviço desse sistema. Assim, professores, acadêmicos e cientistas lucram com o comunismo e são pagos por ele. Essa codependência cria um grupo especial de colaboradores dotados de um certo grau de sordidez. A literatura de Dostoiévski é pródiga em exemplos dessas armadilhas cujos ratos entram e não conseguem sair, pois todos são igualmente escravos e usufruem de igual nível de escravidão. Isso significa que amam tanto a palavra Bem que em nome dela fazem o Mal.


Pois é, caro leitor, nossa conversa de hoje não foi uma conversa de salão. Por aqui não desfilou nenhum humanitário de plantão, nenhuma indignidade chique, nenhuma cerimônia usada pelos amantes da hipocrisia. Não! Afinal, estamos falando da sordidez dos canalhas. Daqueles que vivem disfarçados de bons e que se chocam com os palavrões do presidente, dos que fazem matérias sensacionalistas sobre quase tudo, dos que elegeram um inimigo imaginário que os impede de implantarem um regime totalitário, dos que mentem e impõem medo em nome de um Bem maior.  


Estes são os solidários que não ajudam porque vivem de “mãos atadas”, os perversos que traem o povo e falam mal do Brasil no exterior, os corruptos que roubam para dar aos pobres, os artistas que querem fazer shows com dinheiro público para o “Bem da Arte”, a qual  se encarregaram de tornar feia, sem graça, desagradável, indecentemente libertina e perpassada pela droga, que aliás a querem legalizada para que todos sejam capazes de alucinarem e vislumbrarem esse mundo de “Lucy in The Sky with Diamonds”. 


Como uma máfia sobreviveria sem um Judiciário colaborativo, iluminado e chique, que usufrui das melhores lagostas regadas aos mais finos vinhos?Essa conversa é suja, é bruta; nela há disputas, traições políticas, ganhos econômicos e nenhuma segurança. Os canalhas são primos e primos sempre se matam. E o velho pensamento revolucionário dos iluministas terá um fim.

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