A vacina com RNA mensageiro - OLHAR CONSERVADOR

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

A vacina com RNA mensageiro

Por que a vacina da Pfizer/BioNTech pode nunca chegar aos brasileiros? -  BBC News Brasil


por Marcia Broccart 


Antes de você começar a ler esse texto, já te aviso que não encontrará aqui nenhuma desconstrução sobre a vacina mRNA COVID-19 BTN 162b2 - Pfizer/BioNTech.  A intenção é me ater à verdade para informar os que ainda têm dúvidas sobre esse tipo de imunizante que considero promissor, mas que não há até agora estudos suficientes quanto a sua eficácia e segurança. 


O que é? Uma breve explicação


É um novo tipo de imunizante desenvolvido para proteger pessoas de doenças infecciosas. O objetivo é através do RNA mensageiro criar anticorpos contra o vírus. 

Enquanto os tipos tradicionais de imunizante inserem o vírus atenuado ou inativo no organismo de uma pessoa, esse novo imunizante pretende ensinar as células a sintetizarem uma proteína que estimula a resposta imunológica do organismo - a proteína "spike".  


Vale lembrar que o RNA celular é a molécula que carreia instruções trazidas pelo mRNA - o RNA mensageiro.  Ou seja, são introduzidas nas células uma sequencia de RNA mensageiro que contem o código para que a célula produza a proteína especifica contra o vírus.  Assim, a imunidade representada pelos anticorpos e linfócitosT dão ao organismo a capacidade de se defender quando em contato com o vírus. 

Quando o mRNA é inserido no organismo, as células usam sua informação genética para produzir o antígeno - anticorpos para combater a doença. 


Faço um recorte e ponho em relevo que o mRNA pode ser produzido de forma sintética em laboratório, contendo as informações do novo coronavirus e as instruções para que as células produzam a proteína "spike"  Dessa forma, as vacinas transportam para dentro das células as instruções do RNA externo para que as células produzam a proteína da espícula do vírus.   


E aí? O que podemos extrair sobre eficácia e segurança? 


Esta análise foi baseada na bula Pfizer/BioNTech  divulgada pera os profissionais de saúde do Reino Unido. 


Vale ressaltar que a vacina (mRNA COVID-19 BNT162b2) não foi testada em crianças com menos de 16 anos. Logo, nem segurança nem eficácia puderam ser estabelecidas para essa faixa etária.


Os indivíduos que fazem uso de anticoagulantes ou que tenham distúrbio hemorrágico não devem ser imunizados.  Nenhuma novidade, já que os imunizantes contra  Influenza, já amplamente testados e massivamente utilizados têm estas mesmas advertências, cabendo ao médico indicar ou não o seu uso. 


Da mesma forma, a análise dos dados sobre a utilização da vacina não foi concluída de forma satisfatória, logo a imunização não é recomendada durante a gravidez e as mulheres em idade fértil não devem engravidar num período de dois meses após a segunda dose. Isso a meu ver é preocupante, porém o cuidado é necessário já que não foram concluídos estudos para esse grupo e são desconhecidos os impactos sobre a fertilidade.  A Pfizer estende a recomendação para as mulheres que estão amamentando. 


Os testes de segurança e eficácia ainda são incipientes, foram testados poucos indivíduos e houve relatos de vários efeitos adversos, caracterizando que a vacina está em fase experimental e, portanto, há riscos para uso massivo do referido imunizante.


A vacina Pfizer/BioNtech foi utilizada em Israel em 46,86% da população, em fase experimental, tendo resguardados por segurança os grupos indicados pelos desenvolvedores do imunizante e teve uma queda significativa de infectados no pais. As informações são do Maccabi Healthcare Services, comprovando a projeção de 95% de eficácia entre os imunizados.  O sucesso de Israel é ignorado pela grande mídia, que tem focado em outras vacinas menos seguras e menos eficazes.  


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