QUEM CHECA OS CHECADORES? - OLHAR CONSERVADOR

terça-feira, 10 de novembro de 2020

QUEM CHECA OS CHECADORES?



por Delmo Fonseca


Imagine o que aconteceria com o Pentateuco se na época de Moisés existissem as famigeradas agências verificadoras de fatos? Certamente diriam: “Checamos e não é verdade que o mundo foi criado do nada (ex-nihilo)”. Aliás, a serpente, no Éden, foi a primeira “agente de checagem”:  "E ela perguntou à mulher: Foi isto mesmo que Deus disse: ‘Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim'?" Respondeu a mulher à serpente: "Podemos comer do fruto das árvores do jardim, mas Deus disse: ‘Não comam do fruto da árvore que está no meio do jardim, nem toquem nele; do contrário vocês morrerão'". Disse a serpente à mulher: "Certamente não morrerão!  Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecedores do bem e do mal” (Gn 3.1b-5). Em outras palavras, a serpente disse a Eva: “Verifiquei o que Deus afirmou e não é verdade que você e Adão vão morrer, ao contrário, se tornarão tão conhecedores do bem e do mal quanto ele”. O que decorreu desse engano todos sabem.


Não seria exagero dizer que o mesmo “espírito” da serpente repousa sobre os ditos checadores de notícias que pululam setores da grande mídia. Somente no Brasil contam-se oito agências encarregadas de dizer se os conteúdos veiculados nas redes sociais são verdadeiros ou falsos. E o que mais impressiona é que essas agências de fact-checking são compostas por progressistas, daí a razão de só verificarem o que é veiculado por conservadores. Quando e onde uma postagem de um esquerdista foi censurada ou acusada de fake news? Nos Estados Unidos o Twitter adentrou no campo do inimaginável: apagar e censurar mensagens do presidente Donald Trump. O mesmo já aconteceu no nosso país com o presidente Bolsonaro. 


As "agências de checagem”, em última análise, se portam como  a "Polícia do Pensamento” apresentada pelo escritor britânico George Orwell em sua obra “1984”.  Na sociedade distópica do romance orwelliano, esse departamento se encarregava de fiscalizar o que as pessoas pensavam ou pretendiam pensar. As fact-checking de hoje fiscalizam o que os conservadores dizem ou pretendem dizer. Tudo isso faz parte de uma grande tentativa de manter a sociedade sob controle, pois a liberdade do indivíduo torna insustentável qualquer projeto totalitário. 


Portanto, tais checadores não passam de instrumentos da mentira, partidários do engano. Para estes as Escrituras reservam a seguinte advertência: "Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem mal; dos que dizem que as trevas são luz e a luz trevas; dos que fazem do amargo doce e do doce amargo! Ai dos que se fazem passar por sábios e astutos aos seus próprios olhos!”. Palavras registradas pelo profeta Isaias 5. 20-21. Checamos. 


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