A MÁ POLÍTICA E A POLÍTICA DOS MAUS - OLHAR CONSERVADOR

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

A MÁ POLÍTICA E A POLÍTICA DOS MAUS

Um percurso sobre o comunismo e como o Brasil foi afetado




por Delmo Fonseca


Nas palavras de Edmund Burke, "para que o mal triunfe basta que os bons cruzem os braços.” O "pai do conservadorismo”, diferentemente de outros intelectuais de sua época, não era dado ao diletantismo. Diante do arroubo revolucionário dos franceses previu as consequências de uma política liberticida, o que mais tarde foi confirmado pelo “terror jacobino”. O que fizeram os herdeiros intelectuais de Burke, senão ignorar as advertências do mestre? Os conservadores cruzaram os braços e permitiram que o mal prosperasse travestido de comunismo de um lado e social-democracia de outro. Passados duzentos anos, em que contexto social e político se encontram os defensores dos direitos naturais? Subjugados. 


Essa conversa de que o conservador se ocupa apenas de garantir suas liberdades individuais a ponto de relegar a participação política a um segundo plano, talvez faça algum sentido. Digo isso porque a história comprova que os cargos políticos, em sua maioria, são ocupados por oportunistas que sequer imaginam o que significa o bem comum. Enquanto os conservadores seguiram de braços cruzados, os comunistas foram a campo testar qual tipo de regime totalitário melhor serviria para escravizar a sociedade, confirmando o que disse Platão: “O castigo dos bons que não fazem política é serem governados pelos maus”.


Outrora, a má política se apresentava como boa política, mas com o tempo esse método se mostrou ineficaz ao evidenciar que as instituições estavam fadadas a morrer de inanição devido ao grau de corrupção de seus dirigentes. No Brasil, especificamente, vimos o patrimonialismo exposto na mesma época em que as redes sociais surgiam. Essa convergência histórica possibilitou o  despertamento de uma "maioria silenciosa" que decidiu descruzar os braços, se vestir de verde e amarelo e tomar as ruas. Não demorou muito para os liberticidas se reagruparem a fim de retomar as instituições que dão forma à democracia liberal. Membros das cortes superiores de justiça, alinhados com a grande mídia e forças comunistas, formaram um bloco de resistência aos cidadãos de bem dispostos a moralizar a política. Para isso resgataram táticas maoístas-leninistas com fins de calar essa maioria que se descobriu conservadora. Dizia Mao Tsé-Tung: "Comunismo não é amor, comunismo é um martelo com o qual se golpeia o inimigo”. O que pregava Lênin? “Precisamos odiar. O ódio é a base do comunismo.” E mais: ”Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é”. E de que são acusados os conservadores? De possuirem um “gabinete do ódio”, de serem avessos à democracia e inclinados ao autoritarismo. Os maus se valem da dialética negativa para construírem narrativas que invertam os fatos. 


Posto isto, diante da audácia dos maus e a complacência dos perversos, que fazem da má política uma prática cotidiana, o que nos resta é a resistência. Edmund Burke, também ciente da força reativa dos conservadores, alertava: "Quem luta contra nós reforça os nossos nervos e aguça as nossas habilidades. O nosso antagonista é quem mais nos ajuda.”

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