VACHINA OBRIGATÓRIA? - OLHAR CONSERVADOR

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

VACHINA OBRIGATÓRIA?

Doria nega que tenha recebido vacina chinesa contra covid-19 | Poder360


por Delmo Fonseca



"Ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina” - Presidente Jair Bolsonaro 




Seria a vacina contra o coronavírus um denominador comum entre  Bill Gates, Joao Doria e Guilherme Boulos? Se considerarmos o que cada um, por seu turno, defende nesse imenso latifúndio cultivado pela industria farmacêutica, veremos que sim, há entre eles um interesse comum. A Fundação Bill e Melinda Gates, por exemplo, trabalha com a maior fabricante de vacinas do planeta, a Serum Institute of India (SII), que por sua vez é um dos principais fornecedores da Organização Mundial da Saúde (OMS).  Enquanto o governador Joao Doria aguarda os resultados da  parceria entre o Instituto Butantan e a vacina chinesa Coronavac, Guilherme Boulos aposta na vacina cubana. É preciso lembrar, portanto, que os partidários da "imunidade  de rebanho” ainda não combinaram a vacinação com o povo. 


Aliás, o que desencadeou a Revolta da Vacina na primeira quinzena de novembro de 1904 na cidade do Rio de Janeiro, então capital federal, foi uma proposta de lei que tornava obrigatória a vacinação contra a varíola. O que propunha tal projeto? Exigia-se comprovantes de vacinação para a obtenção de empregos, viagens, hospedagens, matrículas nas escolas e até mesmo realização de casamentos. Previa-se também o pagamento de multas para os resistentes à vacinação. Como se não bastasse, o Dr. Oswaldo Cruz teve a má ideia de invadir as residências das pessoas a fim de aplicar injeção à força. A circulação de boatos ("fake news”?) sobre os abusos cometidos contra senhoras cujos maridos não estavam presentes, além do risco ficar com "cara de bezerro" após o recebimento da primeira dose, fizeram  com que a população ficasse ainda mais indignada.  Ao fim, o governo teve que revogar a lei que obrigava a vacinação, pois as manifestações ameaçavam fugir do controle. 


Muitos dirão que os tempos são outros,  isto é,  que o prefeito Pereira Passos e o médico sanitarista Oswaldo Cruz contariam hoje com o pleno apoio da população. O que dizer, por exemplo, do governador João Doria? Não poucas vezes tem afirmado que o uso de máscara veio para ficar, que a quarentena continua em São Paulo até a chegada da vacina, que todos devem permanecer em suas casas etc. Talvez a passividade do povo frente a essa postura autoritária é que tem embasado o argumento de que uma nova Revolta da Vacina seria improvável. 


Então, suponhamos que governadores e prefeitos, daqui por diante, resolvessem  determinar a vacinação compulsória da população a partir de um acordo firmado com laboratórios chineses. E mais: sem a comprovação dessa imunização as garantias individuais ficariam suspensas com o aval do STF. Logo, ir ao supermercado, renovar o passaporte, passear no shopping, frequentar um restaurante, entrar no banco ou pagar as contas na lotérica tornar-se-iam atividades proibidas. A justificativa das autoridades se basearia na busca da saúde coletiva em detrimento da liberdade individual. Para isso se espelhariam nas autoridades chinesas, que invadem residências e aplicam vacinas sem comprovação científica a contragosto do cidadão. O que faríamos? Nesse caso, inexoravelmente, só nos restaria o recurso de alertar a população sobre o fato de que os que tomassem a vacina também ficariam com cara de bezerro.

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