TODA VIDA IMPORTA - OLHAR CONSERVADOR

terça-feira, 2 de junho de 2020

TODA VIDA IMPORTA




por Delmo Fonseca

“Não tentemos satisfazer a sede de liberdade bebendo
da taça da amargura e do ódio”.
Martin Luther King Jr.

Numa escala de valores qual vida importa mais, a do idoso ou a da criança? A do chinês ou a do brasileiro? A da mulher ou a do homem? A vida do branco ou a vida do negro? A pergunta é retórica, eu sei, mas o objetivo é analisar criticamente a mais recente instrumentalização da questão racial feita pelos progressistas a partir de um ato criminoso. O que aconteceu em Minneapolis (EUA) é deplorável. George Floyd, negro, foi imobilizado e asfixiado pelo joelho até a morte pelo policial Derek Chauvin. Esse ato, que num primeiro momento causou grande revolta por parte de todos aqueles que valorizam a vida e as leis, transformou-se numa onda de quebra-quebra e barbárie por 75 cidades americanas, segundo levantamento do jornal The New York Times. Diante da escalada de violência, Terrence Floyd, irmão mais novo de George Floyd, pediu paz aos que protestavam: “Faça isso de forma pacífica, por favor. Meu irmão se mudou de Houston para cá. Eu sei que ele não gostaria que todos vocês estivessem fazendo isso. Isso não trará meu irmão de volta. Minha família é pacífica. Minha família é temente a Deus. E sim, estamos muito tristes”.

Em sã consciência ninguém poderia aprovar um ato tão nefasto quanto o praticado pelo policial Derek Chauvin, mas a reboque desse episódio outros atos nefastos passaram a ser cometidos  à guisa de combate ao racismo. Grupos como Antifa e BLM (Black Lives Matters) assumiram o protagonismo dos protestos e partir daí deu-se início a um show de horrores. O movimento Black Lives Matter  ("Vidas Negras Importam”) foi fundado por três ativistas negras, em 2013, com o intuito de protestar contra a absolvição de George Zimmerman, um vigilante de bairro, acusado de assassinar um jovem negro de 17 anos de idade. O movimento vem se fortalecendo a cada ano até culminar no que estamos testemunhando por meio da imprensa profissional e as redes sociais. Em nome do combate ao racismo de um lado e ao fascismo de outro, o que se vê são revolucionários do BLM e Antifa deixando um rastro de destruição por onde passam. A mídia mainstream tem tratado esses revolucionários como libertadores e democratas, numa clara demonstração de distopia e canalhice em seu mais alto grau. Nos Estados Unidos há relatos de muitas comunidades negras apavoradas e perplexas, pois comércios e casas dos próprios negros foram arrasados. Se vidas negras importam por que essas comunidades não foram poupadas?

Não bastasse isso, por meio de uma grande campanha orquestrada por órgãos internacionais, clubes de futebol, celebridades, mídia e políticos oportunistas, uma cortina de fumaça com o lema do movimento “Black Lives Matter” ("Vidas Negras Importam") busca atenuar o terror que se espalha pelo mundo. Vidas importam, essa é a verdade, mas na escala de valores do politicamente correto, vale mais aquela que no momento servir ao propósito da instrumentalização dos progressistas de plantão.

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