A BANDIDAGEM ESTÁ LIVRE, LEVE E PROTEGIDA - OLHAR CONSERVADOR

segunda-feira, 22 de junho de 2020

A BANDIDAGEM ESTÁ LIVRE, LEVE E PROTEGIDA






por Delmo Fonseca

"Para o sentimentalista, não existe criminoso, mas apenas um ambiente que não lhe deu o que devia."
THEODORE DALRYMPLE


A não ser que você tenha se abrigado na toca do coelho a fim de se sentir no País das Maravilhas, a exemplo da personagem Alice, perceberá que testemunhamos o período mais trevoso da história. Digo isso do ponto de vista moral, político e espiritual, pois os temas se tangenciam. Poderia também mencionar "As duas  cidades", de Santo Agostinho; ou "O Senhor dos anéis", de  J. R. R. Tolkien, 
para traçar um paralelo com o que vem ocorrendo ultimamente no Brasil e no mundo. Portanto, fiquemos apenas com os acontecimentos tupiniquins. 

Quando tenros estudantes, aprendemos nas primeiras aulas de história que para estas plagas vieram muitos degredados, dentre os quais um sem número de criminosos comuns. Posto isso, o que há de novo por estes trópicos quinhentos anos depois? Talvez pareça surreal esta constatação, mas os fatos mostram que os descendentes dos criminosos que fincaram pé na terra de Santa Cruz já estão na décima geração. Percebe-se que desde o início o estamento burocrático fora tomado de assalto por estes homens corruptos e corruptores. Esta concentração de poder nas mãos de uma elite corrompida explica o porquê de o Brasil nunca ter superado seu status de republiqueta. Essa mesma elite sempre cuidou para que a máquina estatal jamais caísse em "mãos erradas", isto é, fosse comandada por alguém inteiramente comprometido com o bem comum.

A bem da verdade, a maioria dos governantes não leva a sério a vontade do povo, tanto que na prática lidam com o dinheiro público como se não fosse de ninguém. Têm-se os exemplos de estádios construídos para a Copa do Mundo e que se encontram inoperantes, ciclovias à beira-mar que desabaram e nunca foram restauradas e, por último, hospitais de campanha e respiradores superfaturados em época de pandemia. A bandidocracia, governo de criminosos, é um câncer e sua metástase abarca todos os órgãos da administração pública. 

TEATRO DOS ABSURDOS

Não bastasse isso, outro fenômeno que se impõe é a bandidolatria ou "amor" ao banditismo. Qual a razoabilidade para o Judiciário, a pretexto de evitar o contágio do novo coronavírus, colocar nas ruas mais de 32.000 criminosos? Abaixo compartilho a seguinte matéria veiculada no Diário do Poder do último 20 de junho:

O “principado” do tráfico de drogas, estabelecido no Rio de Janeiro por decisão judicial que proíbe operações policiais contra os bandidos nas favelas, durante a pandemia, atingiu seu momento mais baixo com a reclamação do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Defensoria Pública e ONGs contra o governador e o procurador-geral de Justiça, pelo fato de policiais terem atrapalhado e impedido uma grande festa de aniversário de um chefe do tráfico, onde criminosos exibem armas e vendem drogas. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
A queixa do PSB et caterva, vergonhosa, foi ao ministro Edson Fachin, autor da liminar que proíbe a polícia agir contra bandidos nas favelas.
O promotor Bruno Carpes, conhecido por sua atuação corajosa contra o crime, classificou essa situação como “teatro dos absurdos”.
Para Bruno Carpes, o Estado optou por deixar as populações dessas favelas dominadas por traficantes, “agentes do mal e do terror”.
Parece realidade paralela: as autoridades agora precisam explicar os motivos para combater o tráfico. Já traficantes, não podem ser presos.

A tragédia se completa quando percebemos que cidadãos de bem são sumariamente condenados e conduzidos à prisão por protestarem contra os desmandos dos bandidos “prudentes e sofisticados” ou somente por emitirem suas opiniões nas redes sociais. Tem como um país dar certo diante de uma herança tão maldita?

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