SIM, O ‘MECANISMO’ QUER NOS CALAR! - OLHAR CONSERVADOR

terça-feira, 5 de maio de 2020

SIM, O ‘MECANISMO’ QUER NOS CALAR!



por Delmo Fonseca

“As redes sociais são uma ameaça à liberdade” - George Soros

No campo das palavras é preciso separar o joio do trigo.  Nesse sentido, meias verdades são mentiras inteiras. E por que devemos desconfiar da fala de muitos políticos e intelectuais, principalmente os progressistas? Por causa das meias verdades. A conjuntura política do mundo, em particular do Brasil, evidencia o caráter dos que desejam a ordem em contraposição aos que torcem pelo caos. Saber que há milhares de pessoas desassistidas por governadores e prefeitos que buscam um número maior de mortos apenas para receber mais verbas públicas é intolerável. Estes usam a meia verdade para dizer que o objetivo é “salvar vidas”. Será que os milhões de desempregados terão suas vidas salvas por estes homens? Caso a resposta seja positiva, por que insistem em abrir tantas covas e retardar o uso da cloroquina? E por que a imprensa profissional se cala diante dessas evidências?

Para os mais atentos não é novidade o fato de que há uma guerra de narrativas em curso. De um lado, muita desinformação e alarmismo por parte da grande mídia; de outro, as vozes das redes sociais empenhadas em combater as meias verdades. Como o jogo é pesado e o ‘mecanismo’ é totalitário, qualquer voz discordante tende a ser calada. À semelhança do que está sendo proposto em países como Espanha, México e Argentina, o mecanismo progressista também se prepara para restringir o uso das redes sociais no Brasil. O que temem tais progressistas? A verdade dos fatos sobre as meias verdades das narrativas.  O megainvestidor George Soros, por exemplo, se valeu desse estratagema para dizer que “as redes sociais são uma ameaça à liberdade”. Nesse diapasão, a deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP), divulgou em seu Twitter: “Junto com outros deputados e o apoio de pesquisadores e sociedade civil, apresentamos um projeto para barrar as fakes news no Brasil. O WhatsApp é uma das principais ferramentas de compartilhamento de informações falsas e não pode ficar de fora!”. Por que somente políticos progressistas se preocupam tanto com as redes sociais? A resposta é que a liberdade de expressão ameaça qualquer projeto totalitário e hegemônico.

E sobre as ‘fake news’? Um conceito que deveria significar apenas notícias ou informações falsas, também passou a significar narrativas falsas. A definição se deslocou do campo da objetividade (fatos) para o da subjetividade (ficção). Nesse caso, aplica-se a pergunta de Groucho Marx: “Afinal, você vai acreditar em mim ou nos seus próprios olhos?”. O ‘mecanismo’ decidiu que não podemos comunicar o que os nossos olhos veem.  Com o intuito de vigiar e punir pensamentos discordantes, Legislativo e Judiciário criaram CPMI e inquérito inconstitucional das ‘fake news’. A quem destina esses inquéritos? Aos que discordam das narrativas da imprensa profissional e das meias verdades dos políticos progressistas. Como Hannah Arendt escreveu em seu livro de 1951, Origens do totalitarismo: “O súdito ideal do governo totalitário não é o nazista convicto nem o comunista convicto, mas aquele para quem já não existe a diferença entre o fato e a ficção (isto é, a realidade da experiência) e a diferença entre o verdadeiro e o falso (isto é, os critérios do pensamento)”.

Em suma, o mecanismo quer que  reproduzamos apenas o que a imprensa profissional diz, e  mais... trancados em casa.


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