O LOCKDOWN E O ADIAMENTO DAS ELEIÇÕES - OLHAR CONSERVADOR

quarta-feira, 6 de maio de 2020

O LOCKDOWN E O ADIAMENTO DAS ELEIÇÕES

por Delmo Fonseca

Lockdown em São Luís: marco de referência para outros Estados?


1 – Os partidos estão com medo de Bolsonaro pois sabem que sua influência será crucial para a quebra da hegemonia do centrão e da esquerda. Como esses partidos não possuem apoiadores orgânicos a saída é, ao mesmo tempo, restringir as redes sociais e fazer caixa 2 para a compra de apoio. Daí a CPMI das fake news, inquérito no STF e PL’s como o da Tabata Amaral. 



2 -  Antes, porém, com o orçamento impositivo os deputados quiseram sangrar o Executivo em 30 bilhões, além dos 3 bilhões do fundo eleitoral. Mas a chantagem foi comentada privadamente pelo Gen. Heleno e teve sua conversa vazada. Os apoiadores de Bolsonaro captaram a mensagem e foram às ruas. Com a reação popular o congresso decidiu ficar “apenas” com 15 bi do orçamento impositivo.






3- Nesse meio tempo o Executivo já havia decretado situação de emergência em virtude da pandemia, mas governadores e prefeitos fizeram vista grossa por causa do carnaval. Com a oficialização da pandemia pela OMS, governadores e prefeitos decretaram estado de calamidade pública. O Gov. Federal instituiu o coronavoucher para milhões de brasileiros.






4 –  A partir desses decretos iniciaram as compras superfaturadas e sem licitação, além de contratos milionários para hospitais de campanha. Funerárias e agências de publicidade também entraram no pacote. O que está por trás desses contratos superfaturados? Desvio de dinheiro para caixa 2 de campanha.







5 – Com a previsão não confirmada de milhares de mortos, os estados se negaram a adotar a cloroquina no início do tratamento, além de contar como vítima de Covid-19 qualquer óbito. 


6 - Concomitantemente, o Congresso aprovou mais verbas para o combate à pandemia, mas com um detalhe: quanto mais casos, mais verba. Faça o cálculo: 3 bi do fundão eleitoral + 15 bi de orçamento impositivo + 125 bi. Como todo esse dinheiro será gasto senão com contratações superfaturadas para gerar caixa 2. 


7 -  Como as eleições serão em outubro e até lá  os governadores e prefeitos terão que decretar o fim do estado de calamidade pública, ou seja, o fim dos contratos sem licitação, o prazo ficou curto para gastar a dinheirama. A solução é decretar lockdown e não permitir a reabertura do comércio e apostar no número maior de mortes que acontecem no inverno. 




8 – Como justificar o gasto superfaturado em tão pouco tempo? É preciso estender a quarentena até setembro. Até lá governadores e prefeitos pretendem lotar os hospitais de campanha e abrir milhares de covas. 




9 – E quanto às eleições? Aí começa a atuação do TSE em parceria com o congresso. O establishment tem método.  Até lá o caixa 2 dos candidatos será reabastecido com dinheiro público e o Governo Federal arcará com todo o custo, pois em junho a última parcela do coronavoucher vencerá.  Será que o governo terá que imprimir mais dinheiro para continuar bancando tanta gente? Eles apostam nisso. 




10 – Mais dinheiro impresso significa mais inflação, juros mais altos, dívidas mais caras e povo insatisfeito com Bolsonaro. Eles planejam tudo isso antes das próximas eleições. A canalhice é também um método político. O pior dos métodos. 


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