VÍRUS DO SADISMO ATACA ALGUNS JORNALISTAS - OLHAR CONSERVADOR

sexta-feira, 17 de abril de 2020

VÍRUS DO SADISMO ATACA ALGUNS JORNALISTAS

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por Delmo Fonseca

O desejo de sentir prazer a partir da dor do outro,
tem como objetivo a dominação, o controle.

De tempos em tempos a sociedade trava uma luta contra diversas epidemias. Mas desta vez o que mais espanta é que somado à peste que veio da China, outro surto se espalha em grande escala. Trata-se do “vírus do sadismo”, uma praga que tem acometido muitos jornalistas. Via de regra, o sádico se alimenta da dor que inflige ao outro, de modo que seu prazer aumenta na medida em que a outra parte sofre. Para além de suas conotações sexuais, frequentemente associado à obra do escritor francês e libertino, Marquês de Sade, o sadismo também molda o caráter de muita “gente boa”. Esse desejo de sentir prazer a partir da dor do outro, tem como objetivo a dominação, o controle. E não é isso que temos visto? Comece a observar o modo como os apresentadores de telejornais noticiam as mortes decorrentes da pandemia. A impressão que se tem é que eles são tomados por um prazer, um gozo sem igual. No entanto, quando precisam noticiar que pessoas foram curadas e o número de mortes tem diminuído, o semblante é de tristeza e frustração.

Muitos jornalistas têm saído à caça de vendedores ambulantes e pequenos empresários, tão-somente com o intuito de denunciar o descumprimento de decretos autoritários. Um exemplo desse sadismo aconteceu em Araraquara, um município paulista administrado pelo PT. Uma senhora de meia idade que estava sentada num banco da praça, sozinha e sem oferecer perigo algum, foi abordada por um jornalista sádico que a questionou sobre o fato de estar ali e não em casa. A senhora prontamente demonstrou que era uma cidadã livre e argumentou que o decreto municipal não estava acima da Constituição Federal. Foi o suficiente para o tal jornalista convocar a truculenta guarda municipal. O final da história todos sabem. O que impressiona nisso tudo é que muitos jornalistas vieram a público a fim de demonstrar o contentamento com o fato ocorrido. Isso expõe a hipocrisia dos que se sentem condoídos com a prisão de bandidos, torcem a favor do vírus e do número crescente de desempregados, além de apoiar atos arbitrários.  Soma-se a isso a sordidez, o terrorismo social e a manutenção do pânico, desencadeando assim uma histeria coletiva e o aumento de casos de depressão, violência doméstica e suicídio. Esse comportamento sádico denota um traço perverso de personalidade por parte dos que se comprazem com o caos.

Há antídoto para esse vírus? Se, por um lado, percebemos que a praga do sadismo tem contaminado parte dos órgãos de imprensa, por outro, também vemos jornalistas conservando a honestidade intelectual na hora de informar. A pandemia é uma realidade e não sabemos quando irá passar, o que nos dá a oportunidade de buscar o bem comum e desejar a saúde de todos. Para o sádico, quanto mais tempo a pandemia durar, melhor será, pois lhe dará garantia de mais gozo e alegria advindos do sofrimento alheio.


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