QUANDO OS BOÇAIS PERDEM O PUDOR - OLHAR CONSERVADOR

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

QUANDO OS BOÇAIS PERDEM O PUDOR

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por Delmo Fonseca

“Não fales ao ouvido do tolo, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras” (Pv 23.9). Por serem atemporais, os conselhos bíblicos separam os homens dos meninos. E a tolice é uma força capaz de fazer com que até mesmo um homem septuagenário aja como um desses meninos rebeldes em busca de atenção.

Quer um exemplo? Nos últimos dias as redes sociais foram inundadas com a notícia de que o ator José de Abreu manifestou toda sua “esquerdopatia”  ao ofender uma colega de profissão que aceitou o convite do governo federal para ocupar a Secretaria de Cultura. No afã de chamar toda a atenção para si, o tal ator destilou estultice, intolerância e muito, mas muito ódio. "Como é que uma pessoa dessas (Regina Duarte)… Não, eu tô indignado. Não dá para respeitar quem apoia o Bolsonaro. Eu não tenho o menor respeito. Para mim não interessa se é homem ou mulher. Não pode. Não pode. Fascista a gente trata no cuspe. Não há como considerar o fascista um ser humano. E quem apoia fascista, fascista é", afirmou. Não vale a pena reproduzir a continuidade de sua fala em que, fora de contexto, cita uma frase da feminista Simone de Beauvoir para legitimar sua boçalidade.

Em outras épocas, os idiotas viviam mais reclusos e envergonhados. Mas os tempos mudaram. Se para Camões “as vontades mudam conforme a mudança dos tempos”, deduz-se que a vontade dos boçais não escapam a essa premissa, pois estes rechaçam o pudor, zombam da modéstia. Portanto siga este conselho: “Não fales ao ouvido do tolo, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras”.

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