O PT E A COOPTAÇÃO DOS EVANGÉLICOS - OLHAR CONSERVADOR

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

O PT E A COOPTAÇÃO DOS EVANGÉLICOS


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por Delmo Fonseca

Uma parte considerável da sociedade ainda não se deu conta de que existe vida inteligente no mundo evangélico. Por um lado, esse ceticismo é expressado, via de regra, por acadêmicos e jornalistas do campo progressista; por outro, por líderes políticos manipuladores. Um exemplo dessa visão distorcida do povo evangélico, o que não quer dizer que boa parte desse povo não faça por merecer tal avaliação negativa, diz respeito a uma informação divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo em 5 de janeiro de 2020. Segundo apurou a Folha, assim que deixou a prisão em Curitiba, o ex-presidente Lula teria dito a aliados que o partido precisava “aprender com os pastores”, pois estes “falam bem e o que as pessoas querem ouvir”. Para o petista-mor um pastor evangélico é somente isso: alguém que se comunica bem e só diz o que o seu público quer ouvir. Em mais um de seus arroubos megalômanos, pois somente os desonestos intelectuais negam o caráter narcisista do ex-presidiário, fica evidente a naturalidade com que se pode coisificar o outro visando seu próprio benefício. Segundo Millôr Fernandes, Lula é um sujeito “viciado em si mesmo".

O que leva a intelligentsia petista concluir que o problema de os evangélicos não seguirem em massa suas lorotas se deve ao fato de que os políticos não estão identificando o que esse segmento cristão quer ouvir? O que os “núcleos evangélicos” que o PT pretende criar nos estados desejam comunicar aos evangélicos pentecostais, neopentecostais e também aos protestantes históricos? Tendo em vista a estratégia adotada pelos petistas, o primeiro passo junto aos cooptados será o de negar a realidade. No jogo dialético a esquerda sempre optará pela negação, o que justifica seu alinhamento com a rebeldia, a desobediência e a revolução... formas de negação da realidade.

A cosmovisão cristã segue na contramão da cultura secular, porém é sabido que muitos pastores optam pelos ditames desta cultura em vez de abraçarem a Sola Scriptura (Somente a Escritura). Obviamente que tais pastores preferirão pregar o paraíso na terra, o Cristo sem a cruz, a inexistência do diabo e a realidade do inferno e do pecado. Tudo isso somado à “teologia da prosperidade” e ao compromisso apenas com o próprio interesse, multidões são arrastadas. Porém há um contingente de pastores que sofrem resistência justamente porque pregam o que o povo não quer ouvir. Esses pastores não tiram férias, não conseguem pagar um plano de saúde para sua família, nem sempre podem gastar com livros ou cinemas. Essa classe de pastores notadamente alerta suas ovelhas contra o perigo do esquerdismo e da “graça barata”. Esses pastores, ainda que em pequeno número, provam que há vida inteligente no mundo evangélico; mas Lula, a intelligentsia petista e boa parte da sociedade não têm “olhos para ver”.



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