ESSA ESQUERDA FESTIVA E DELIRANTE - OLHAR CONSERVADOR

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

ESSA ESQUERDA FESTIVA E DELIRANTE

Qual a diferença entre comunismo e socialismo?
por Delmo Fonseca

Para a esquerda festiva o abismo é logo ali. Não importa se o cidadão de bem será prejudicado com o incêndio da estação de metrô ou se os altos impostos jogarão a maioria na pobreza. Não importa se a corrupção se alastrará como um câncer e o corpo social padecerá. O que importa é a revolução, a ruptura com “tudo o que está aí” a fim de que um mundo novo venha surgir... um mundo livre, igualitário e fraterno. Balela!

O esquerdismo rechaça tudo o que é real. Desde Marx e Engels, passando pela Escola de Frankfurt, a “Nova esquerda” dos tempos de Foucault e Althusser, somado aos escritos de Judith Butler, o que se tem é um apanhado de pensamentos e teorias fantasiosas. A esquerda é sobremodo delirante.

Se antes esse delírio estava circunscrito aos sindicatos, diretórios estudantis e alguns periódicos, hoje o que se vê é uma tentativa de torná-lo coletivo. A quem interessa uma sociedade fora de si, alienada do mundo real? É bem verdade que os esquerdistas preferem a ilusão e se orgulham disso. O escritor Eduardo Galeano, por exemplo, costumava dizer: “A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.” No mundo utópico cantarolado por Geraldo Vandré, caminharíamos, cantaríamos e seguiríamos a canção, pois somos todos iguais, braços dados ou não. Outra balela.

E assim, de ilusão a ilusão, a esquerda festeja seu carnaval no bonde da história. Não importa se o rei da folia está fantasiado de toga ou de um larápio democraticamente eleito. O que importa é assegurar que não surja ninguém com senso de realidade a fim de estragar a festa. E nesse caso, um conservador será sempre um “estraga prazeres”, pois ao fim e ao cabo, os impostos que sustentam a farra são pagos por quem trabalha e produz no mundo real.

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