A BANCADA EVANGÉLICA E A SABOTAGEM AO GOVERNO - OLHAR CONSERVADOR

segunda-feira, 20 de maio de 2019

A BANCADA EVANGÉLICA E A SABOTAGEM AO GOVERNO

  por Delmo Fonseca

A frase “O Brasil não é para principiantes”, de Antonio Carlos Jobim, sintetiza a complexidade de um país que se compraz em arrastar correntes. Essa paixão pelo negativo se expressa na atividade político-partidária, campo de forças antagônicas, que no caso brasileiro evidencia o quanto somos reféns de um ‘establishment’ perverso.

Num país onde as instituições se mostram aparelhadas por progressistas, desde a creche da esquina à Suprema Corte, não é de se espantar a existência de uma bancada de parlamentares, que a pretexto de representarem os evangélicos, engrossam as fileiras dos que pretendem inviabilizar as ações do Governo Federal.

A questão é que os parlamentares evangélicos não são principiantes e, por esta razão, reforçam o time de sabotadores das ações que o governo pretende implementar. A sabotagem é arquitetada por parlamentares esquerdistas em conluio com deputados partidários do “toma-lá-dá-ca”, o famigerado Centrão. O que eles querem? “Tudo como dantes no quartel de Abrantes”. Assim, o estado tende a permanecer alimentando partidos políticos, sindicatos, ONGs, fundações, associações de classe, bancos e empresas amigas,  artistas engajados, militantes e todos os apaniguados. Para tal é preciso manter sob rígido controle os pagadores de impostos.


Não bastasse tudo isso, o que mais impressiona é o fato de que o núcleo do Centrão é formado pela bancada evangélica[1], senão vejamos: PRB (19), PR (7); DEM, PP, PSDB e PSD (5 cada); PSC (4); Podemos e MDB (3 cada); SD (2), além das legendas PMN, PRP, Patriota, Avante, PTC, Pros, PHS e PTB, com 1 cada. Afinal, que contribuição efetiva esta bancada tem dado à nação? O que os nobres parlamentares eleitos pelos evangélicos pensam a respeito da reforma administrativa que reduziu o número de ministérios e centenas de cargos comissionados, transferiu o COAF para o Ministério da Justiça, fortaleceu a Lava-Jato, propôs a redução do tamanho do estado, a implementação de uma agenda econômica liberal, a começar pela reforma da previdência e, posteriormente, uma reforma tributária?

O que se pode concluir é que se esses deputados se unissem em torno de pautas propositivas que visam o bem de toda a sociedade e não apenas o de um segmento como o “pacote anticrime”, por exemplo, o Centrão não teria força para sabotar o Governo Federal. Por outro lado, a sociedade veria que uma bancada que se apoia na defesa dos valores cristãos seria a primeira a demonstrar de maneira inequívoca que busca o melhor para o país. Que Deus nos livre desse mal.



[1] DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar.

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